Zezé Motta diz que voltou a fazer análise após a morte da mãe: 'A partida machuca'

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Há dois meses Zezé Motta, de 75 anos, perdia a mãe Maria Elazir, de 95 anos. O exame de coronavírus deu negativo. De lá para cá, a atriz pouco mudou a rotina na quarentena, mas voltou a fazer terapia.

"Minha mãe morreu aos 95 anos, há dois meses. Nada relacionado com a Covid, ela era diabética e hipertensa. Na última conversa que tivemos, ela me falou: 'A vida está chata: só tomo remédio e sou repetidamente internada'. Mas a partida machuca. Voltei a fazer análise, agora on-line", disse a atriz em entrevista à "Veja".

No bate-papo, a artista analisou a evolução dos papéis para negros nas novelas, ao refletir sobre o racismo da sociedade.

"Se eu fosse chamada para fazer um trabalho, não haveria espaço para a Neusa Borges. Quando a Chica Xavier era escalada, não tinha vez para a Ruth de Souza. As coisas estão melhores, com mais personagens negros em papel de destaque. Mas não há na TV diretor nem autor negros. Não tenho nada contra fazer o papel da doméstica, jamais discriminaria uma classe. Mas o personagem negro só fazia motorista, enfermeira e doméstica — e não tinha filhos nem família: vivia a reboque dos personagens brancos."