Zico defende renovação de Jesus, na realidade financeira do Flamengo

Zico coloca Flamengo atual como um dos grandes times da história. Foto: Pedro Martins/AGIF

A maior dúvida do Flamengo atual é se o técnico Jorge Jesus irá renovar seu contrato, com vencimento para maio. O treinador português voltará ao Brasil nesta sexta-feira para definir seu futuro.

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Entre os grandes flamenguistas da história, o blog conversou com Zico, o maior jogador rubro-negro de todos os tempos. No papo exclusivo, Zico defendeu a permanência de Jesus, na realidade financeira do clube. Acompanhem.

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Você renovaria o contrato de Jorge Jesus?

Tem que renovar e pagar dentro da realidade, só tem que saber que realidade é essa. Com toda essa pandemia, o euro foi lá para cima e o cara quer receber em euros. Fica meio complicado. Ninguém estava contando com isso que aconteceu agora. Ele deu uma entrevista para o meu canal do Youtube e deu a entender que só não vai renovar com o Flamengo se receber uma proposta do Real Madrid, Barcelona, Bayern, esses times assim. Do contrário, ele acha que o time do Flamengo está no nível dos outros. Então, não sei se ele terá propostas deste nível que ele está exigindo na Europa, depois de tudo que aconteceu.

Algum jogador do time atual do Flamengo estaria no time de 1981?

No plantel, todos poderiam estar. Jogar ou não, seria questão do treinador. Eles são muito bons jogadores, de alto nível, qualidade técnica. Hoje, eles jogam num sistema diferente, naquela época era diferente. Acho que todo grande jogador se adapta a qualquer momento. É só ter vontade e querer. Este time realmente é muito bom. Não pode fazer comparações porque são épocas diferentes, preparação. Ainda coloco neste bolo o time de 1987. Individualmente, o Flamengo teve jogadores fantásticos que fizeram a história do clube. O importante são os números e o time atual tem números muito fortes em pouco tempo. Mas o Flamengo investiu muito também, inclusive no técnico.

A Seleção Brasileira atual te empolga?

Não. Por enquanto, não. Mas tomara que me empolgue na hora que tiver valendo. Acho que a Seleção está jogando um futebol muito burocrático, não está agredindo, sem dinâmica, intensidade, então vamos ver como será nas Eliminatórias.

Tem uma geração que gosta de minimizar o Pelé. Por favor, defina Pelé.

Não dá. Pelé é o maior de todos. Não tem a menor condição, vai ser difícil aparecer um outro, principalmente porque dependia muito dos pais dele(risos), com a fábrica. Não há a menor condição para aparecer um outro, acho muito difícil. Sou fã do Messi, Cristiano Ronaldo, mas para mim entre os cinco melhores que eu vi jogar, coloco Pelé em primeiro, Garrincha em segundo, Cruif em terceiro, Maradona em quarto e Beckembauer em quinto. Só no Brasil tinha quela turma da Seleção de 70, a minha grande inspiração.

Foste a três Copas do Mundo. Como defines?

Em 74, poderia ter ido. Fui o Bola de Ouro da Revista Placar como melhor jogador da temporada. Seria importante para ganhar experiência para as outras copas. Em 78, eu era muito jovem, foi uma tristeza muito grande por aquele jogo da Argentina contra o Peru, que entrou em campo sabendo quanto precisava. Infelizmente, pegamos um gramado ruim na primeira fase, técnico Coutinho fez algumas alterações e fomos eliminados no saldo de gols. Pegamos o terceiro lugar e foi uma Seleção que não perdeu e não ganhou. Em 82, o Brasil tinha o diferencial da qualidade técnica, que inspirou novas gerações. A gente procurava jogar futebol para a frente, no estilo do Telê Santana. Nosso time gerou alegria, emoção e tristeza, também pelo fato de termos sido eliminados. Não me venham com comparações porque jogadores daquela geração são poucos. Em 86, eu desrespeitei o que meu coração mandava fazer, que era não ir. Me sacrifiquei todo e acabei ficando marcado por causa daquele pênalti contra a França. São coisas do homem lá de cima, tudo bem e a gente segue adiante. Em nenhum momento, não me coloquei à disposição, fui lá e bati o pênalti.

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