Zidane pode substituir Deschamps caso França não vá às semifinais

Zidane pode substituir Deschamps caso a França não chegue entre os quatro melhores na Copa. Foto: Pascal Pochard-Casabianca/AFP via Getty Images
Zidane pode substituir Deschamps caso a França não chegue entre os quatro melhores na Copa. Foto: Pascal Pochard-Casabianca/AFP via Getty Images

O antigo sonho de Zinedine Zidane de treinar a seleção principal da França pode se tornar realidade nos próximos meses. Quase todos apontam o ex-técnico do Real Madrid como substituto de Didier Deschamps por vários anos, mas agora o próprio presidente da Federação Francesa abriu um pouco mais a porta ao ídolo local.

Noël Le Graët falou ao jornal L'Equipe sobre o futuro do treinador que levou a França à vitória no último Mundial disputado na Rússia. "Nós dois concordamos que nos veremos logo após a Copa do Mundo. Se chegarmos às semifinais, a escolha é dele. Se ele se sentir motivado a continuar, nem haverá discussão sobre isso porque ele terá conquistado. Se não estivermos entre os quatro últimos, teremos que conversar sobre isso... Nesse caso, eu estou em vantagem", explicou.

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Sobre o substituto, caso sua saída seja confirmada, ele não quis dar pistas: "Vamos ver de acordo com as circunstâncias. Depende da partida. Não é o mesmo que um campeão mundial nos elimina do que outro time. Se Didier não estiver entre os quatro melhores times da Copa do Mundo, não é certo que ele continuará. Passei a quarta-feira (9) com ele, não sinto nenhum cansaço da parte dele. O lance dele é a seleção francesa, o amor pela camisa. Tenho absoluta confiança nele", seguiu.

Zinedine Zidane sempre reconheceu que um de seus sonhos é liderar a seleção de seu país, com a qual conquistou um Campeonato Europeu e uma Copa do Mundo como jogador (1998 e 2000).

No verão passado, após a saída de Mauricio Pochettino, ele foi especulado no PSG antes da chegada de Galtier, mas sua recusa à equipe parisiense já possibilitou esperar a ligação de 'Les Bleus' após a Copa do Mundo.

Esta semana Didier Deschamps fez a convocação de jogadores da França para a Copa do Mundo no Catar, e desde então não param de chover críticas de alguns setores da imprensa francesa, principalmente pelos nomes escolhidos para o meio-campo.

O foco principal das críticas é um grupo de meio-campistas que são considerados fracos demais para a Seleção enfrentar uma Copa do Mundo. Um meio-campo formado por Camavinga (Real Madrid), Fofana (Mônaco), Guendouzi (OM), Rabiot (Juventus), Tchouaméni (Real Madrid), Veretout (OM).

Também houve críticas à defesa altamente povoada com jogadores que não se adaptam totalmente ao novo sistema, como poderia ser o caso de Benjamin Pavard.