Zuckerberg precisará explicar golpes com criptomoedas no WhatsApp e Facebook

Instagram teria sido usado em 32% dos golpes relatados (Getty Image)
Instagram teria sido usado em 32% dos golpes relatados (Getty Image)
  • Senadores dos EUA pediram explicações para o CEO da Meta

  • Eles alegam que as redes sociais são usadas por golpistas

  • Políticos questionam Zuckerberg sobre medidas de segurança

Após polêmicas envolvendo as redes sociais da Meta e a segurança dos usuários, um grupo de Senadores dos Estados Unidos pediu para que Mark Zuckerberg divulgue detalhes sobre as políticas da empresa sobre fraudes de criptomoedas.

O movimento aconteceu depois que o relatório Federal Trade Commission (FTC), publicado em julho, mostrou que as ações criminosas com ativos digitais aumentaram significativamente nas redes sociais do grupo liderado pelo executivo.

A pesquisa aponta que o Instagram teria sido usado em 32% dos golpes relatados, enquanto o Facebook foi escolhido por 26% dos criminosos e o WhatsApp foi a plataforma para 9%.

De acordo com o Washington Post, o executivo recebeu uma carta escrita pelos senadores democratas Robert Menendez, Sherrod Brown, Elizabeth Warren, Dianne Feinstein, Bernie Sanders e Cory Booker na última quinta-feira (8).

Na ocasião, os políticos pediram que a Meta explique detalhadamente os procedimentos realizados para verificar se os anúncios com criptomoedas são fraudes. Eles ainda questionam sobre quais seriam as políticas para banir golpistas e como a companhia coopera com as autoridades na hora de identificar o criminosos.

"Com base em relatórios recentes de fraudes em outras plataformas e aplicativos de mídia, estamos preocupados que a Meta forneça um terreno fértil para golpes de criptomoedas que causem danos significativos aos consumidores", afirmou o senador Robert Menendez em entrevista ao The Washington Post.

A carta diz que golpes envolvendo criptomoedas que aconteceram no ambiente das redes sociais da Meta custaram aos usuários cerca de US$ 417 milhões (o equivalente a R$ 2.126 bilhões).